quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Crianças, velhinhos e animais


Adoro crianças. Acho até que elas vieram de um outro planeta para ensinar a nós, adultos, um montão de coisas. Não há outro ser tão concentrado nas tarefas que desempenha, nem, tampouco, sinceridade maior no mundo. Crianças são tão transparentes que nem precisam verbalizar nada para sabermos o que sentem e quando sentem algo e ninguém dá atenção elas simplesmente choram.

Amo também os velhinhos. Aqueles adultos que já passaram por tanta coisa que voltaram a ser criança. Talvez as pessoas mais carentes de cuidados, pois, apesar de terem aprendido a se virar sozinhos na vida, por vezes não mais conseguem fazê-lo, em virtude das limitações físicas. Mas, apesar dos pesares, sempre têm histórias fantásticas a nos contar.
    
E o que falar, então, dos animais? Seres mais fiéis e companheiros não existem. Se você está feliz, eles estão ao seu lado. Se estiver triste, nem se fala! Parece que foram feitos exatamente com este desiderato: nos fazer felizes. Às vezes podem parecer independentes demais, a exemplo dos gatos, mas nutrem um amor incondicional que nunca o ser humano, quer dizem, ao menos nem todos serão capazes de compreender.
     
      Crianças, velhinhos e animais têm todos uma coisa em comum. Eles são seres encantados! Puros de alma e coração, tanto que têm uma dificuldade imensa para com as mentiras. Eles conseguem até decifrar o que pensamos por telepatia. E, sem dúvida, são os maiores e melhores mestres para nos ensinar o real sentido da palavra “gratidão”.
     
      Serão sempre eles os destinatários dos meus sorrisos mais fáceis e bobos. Serão também os donos da minha vozinha mais irritante e pueril, aquela mesma que vem à tona quando estamos diante de uma fofura muito grande. Serão sempre meus melhores professores de vida, dignos de carinho, respeito e admiração.


Juliana Aguiar

23/10/2013

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