Adoro
crianças. Acho até que elas vieram de um outro planeta para ensinar a nós,
adultos, um montão de coisas. Não há outro ser tão concentrado nas tarefas que
desempenha, nem, tampouco, sinceridade maior no mundo. Crianças são tão
transparentes que nem precisam verbalizar nada para sabermos o que sentem e
quando sentem algo e ninguém dá atenção elas simplesmente choram.
Amo
também os velhinhos. Aqueles adultos que já passaram por tanta coisa que
voltaram a ser criança. Talvez as pessoas mais carentes de cuidados, pois,
apesar de terem aprendido a se virar sozinhos na vida, por vezes não mais
conseguem fazê-lo, em virtude das limitações físicas. Mas, apesar dos pesares,
sempre têm histórias fantásticas a nos contar.
E
o que falar, então, dos animais? Seres mais fiéis e companheiros não existem.
Se você está feliz, eles estão ao seu lado. Se estiver triste, nem se fala!
Parece que foram feitos exatamente com este desiderato: nos fazer felizes. Às
vezes podem parecer independentes demais, a exemplo dos gatos, mas nutrem um
amor incondicional que nunca o ser humano, quer dizem, ao menos nem todos serão
capazes de compreender.
Crianças,
velhinhos e animais têm todos uma coisa em comum. Eles são seres encantados!
Puros de alma e coração, tanto que têm uma dificuldade imensa para com as
mentiras. Eles conseguem até decifrar o que pensamos por telepatia. E, sem
dúvida, são os maiores e melhores mestres para nos ensinar o real sentido da
palavra “gratidão”.
Serão
sempre eles os destinatários dos meus sorrisos mais fáceis e bobos. Serão
também os donos da minha vozinha mais irritante e pueril, aquela mesma que vem
à tona quando estamos diante de uma fofura muito grande. Serão sempre meus
melhores professores de vida, dignos de carinho, respeito e admiração.
Juliana Aguiar
23/10/2013

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